Cases / Case 3 — O&R (Occurrence & Release)
RESULTADOS COMPROVADOS

Zero “escape” por acaso. Cada defeito que escapa é uma conversa difícil com o cliente final.

O&R transforma incerteza operacional em controle previsível.
Em operações de alto volume, recall custa milhões.
O maior risco não é o defeito, é ele avançar sem ser percebido.

O&R — Occurrence & Release
Operações descobertas
47%27%
Operações no quadrante vermelho (sem controle efetivo)
Disciplina de análise
63/63 (100%)
Células analisadas — cobertura total (sem amostragem)
Cobertura de MDF
42 / 63
Células com MDF antes descobertos cobertos no quadrante verde
Plano de ação
100%
MDF críticos com ação definida e priorizada por criticidade

Contexto

Em um ambiente com múltiplas células e alto volume, o risco real não é apenas “gerar defeito”, é não perceber e permitir que avance para a próxima estação. O&R cria uma leitura objetiva do processo por modo de falha, com critérios claros para Occurrence e Release.

Problema

Gargalo
Modos de falha descobertos e controles frágeis

Falhas de posicionamento, ausência de componentes, by-pass e variações operacionais com baixa robustez de detecção/retenção.

Conceito O&R — quadrantes e critérios

Resultados esperados: colocar o máximo de modos de falha no quadrante verde, respeitando a classificação do defeito e elevando o nível do controle (prevenção e/ou retenção).

Como funciona (na prática)

Occurrence: prevenir gerar defeito
Release: prevenir enviar defeito adiante
Matriz O&R: leitura por MDF
Ação: fechar “descobertos” por criticidade
  • Análise in loco no processo produtivo (fase a fase)
  • Critérios padronizados para Occurrence (10 níveis) e Release (FMEA/AIAG)
  • Matriz de quadrantes para classificar e visualizar riscos
  • Plano de ação automático para MDF “descobertos” (priorização por criticidade)
Cronograma O&R — priorização e execução

No projeto, foram mapeadas 63 células de solda e o trabalho iniciou por priorização (reclamações x produto), garantindo foco onde o risco/impacto era maior.

Plano de ação (fechando os “descobertos”)

100% dos modos de falha classificados como descobertos na matriz O&R entraram no plano de ação com priorização por criticidade — garantindo execução e sustentação.

Plano de ação O&R — priorização por criticidade
Diretriz

MDF “descoberto” vira ação. Sem exceção.

Priorização

Criticidade define a ordem e o tipo de robustez (prevenção/retenção).

Sustentação

Acompanhamento de ações e cobertura por célula (KPI).

Antes e depois (robustez real)

As melhorias típicas envolveram poka-yokes mecânicos, reposicionamento de sensores para eliminar “ponto cego”, sensores interligados ao PLC para presença/ausência e soluções de correlação (ex.: porca x compartimento/cor), elevando Occurrence e Release.

  • Inversão de lado: poka-yoke mecânico + sensor fora do ponto cego
  • Ausência de componente: berço com sensores + PLC
  • By-pass: bloqueio lógico/físico com presença confirmada
  • Porca não específica: correlação por cor/compartimento
Padrões de robustez aplicados
Poka-yoke mecânico Elimina inversão / montagem incorreta
Sensores fora do “ponto cego” Detecção confiável (sem janela de escape)
Interlock PLC Bloqueio lógico + presença confirmada
Correlação de componentes Cor/compartimento evita peça não específica
Resultado: o modo de falha “sai do debate” e vira controle físico + lógico sustentável.
Antes/Depois — exemplo O&R
Antes/Depois — exemplo O&R 2

Resultados

A matriz O&R consolidou a leitura em nível planta, destacando rapidamente onde estavam os maiores riscos (Occurrence/Release) por criticidade. Isso reduziu debate subjetivo e acelerou a execução de melhorias.

  • Visibilidade do risco por MDF e por célula
  • Direcionamento de ações para “mover” quadrantes (para verde)
  • Foco em soluções de robustez: poka-yokes, sensores, PLC, correlação de componentes
  • Controle via acompanhamento de ações e cobertura de MDF

Projetos conduzidos sob confidencialidade, com foco em impacto real no processo produtivo.